"Vai-me à loja" promete "nova vitalidade" para comércio no centro da Feira

Vai-me à Loja, o projeto de valorização do comércio local da Feira através da integração das tecnologias digitais, foi apresentado esta sexta-feira. Cerca de 200 estabelecimentos aderiram à iniciativa da Associação Empresarial da Feira e da autarquia, financiada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"É um projeto de 900 mil euros que pretende dar uma nova vitalidade ao comércio tradicional da zona histórica da Feira”, explicou, ao JN, Alferes Pereira, responsável pela Associação Empresarial da Feira. Diz que se trata de uma "aposta na digitalização de todos os processos e a implementação de plataformas digitais que possam ajudar o comércio local que vive muito parado, muito fechado”.

"É necessário uma verdadeira revolução tecnológica”, adianta Alferes Pereira referindo que, entre as iniciativas a implementar, contam-se, por exemplo, os "markeplace”, o estacionamento inteligente, os "beacons” (sistemas de localização), entre outras valências.

Questionado sobre a escolha ter recaído no centro histórico, em detrimento de outros locais, justifica que se trata da zona "comercial de excelência do concelho”.

Também o presidente da Câmara Municipal, Amadeu Albergaria, reforça que a escolha do centro histórico está relacionada com "as suas características e o seu enquadramento na candidatura ao PRR”.

"Teríamos outras possibilidades de candidaturas, mas seriam de difícil enquadramento na presente candidatura", admite.

Contudo, o autarca diz que esta escolha não significa que, depois de concluído o presente projeto, não se avance para outras áreas que estejam "identificadas no concelho como de forte concentração comercial”.

Amadeu Albergaria reforça que este projeto "traz as novas tecnologias para o comércio tradicional, adaptando-o aos consumidores". É uma forma de apoiarmos o comércio, "dando-lhe o papel principal”.

A iniciativa "Vai-me à Loja | Centro Histórico – Bairro Comercial Digital de Santa Maria da Feira” conta com 197 estabelecimentos, 25,3% dos quais dedicados ao comércio, 14,3% dedicados a alojamento, restauração e similares e 55,1% a serviços.
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